idoso no controle das finanças

4 Dicas para auxiliar o Controle das Finanças no início da DA.

em Demências e Alzheimer por

Conforme já comentamos em artigo anterior, a Doença de Alzheimer é progressiva. Quando descoberta no início, se apoiado pela família, o idoso não precisa fazer nenhuma alteração drástica em sua vida. Porém, alguns cuidados já devem ser tomados. Um deles é a supervisão do controle das finanças.

Normalmente, o comprometimento das funções executivas, com o aparecimento da Apraxia e outros sintomas, causa a incapacidade de controlar seu patrimônio. Portanto, o controle das finanças deste idoso devem começar a ser acompanhado por alguém de confiança.

Não devemos proibir o idoso de continuar sua rotina de controle. Não se deve interferir de forma brusca nos hábitos do idoso em fase inicial de DA. Simplesmente retirar o controle das próprias finanças do idoso pode ser desastroso. O idoso pode interpretar este ato como uma humilhação. Lembre-se também que a manutenção das atividades diárias é uma recomendação médica. Há estudos que sugerem que isso pode desacelerar a progressão da doença. Toda a supervisão e as possíveis (talvez inevitáveis) intervenções devem ser feitas suavemente. O ideal é conversar com o idoso sobre o assunto antes de tomar qualquer atitude.

Alguns pontos podem ser verificados para ajudar na decisão de interferir ou não no controle das finanças do idoso com DA:

  • Ele ou ela ainda tem noção de preço das coisas que costuma comprar? Consegue dizer mais ou menos quanto custa ou estimar a ordem de valor de coisas que compra habitualmente?
  • Todas as contas estão sendo pagas no prazo? Ou há atrasos e esquecimentos de contas a pagar?
  • Consegue ainda administrar o orçamento com os mesmos hábitos? Por exemplo, continua poupando parte do dinheiro conforme o habitual.
  • Seus hábitos de compra continuam normais? Ou está comprando excessivamente algum produto?

Se, para alguns dos 4 pontos acima, a resposta da primeira pergunta for negativa, algumas intervenções de segurança devem ser tomadas. Além do risco de endividamento desnecessário, também devemos proteger nosso familiar com DA de possíveis usurpadores e aproveitadores.

Assim, temos algumas sugestões de como a família deve agir.

  1. Colocar todas as contas possíveis em débito automático e montar um calendário para as outras contas. O idoso e seu “supervisor/ cuidador” devem ter uma cópia deste calendário. Se o idoso não se atentar para o pagamento, seu supervisor/ cuidador deve avisá-lo para que pague as contas. Se houver dificuldade nesta tarefa, deve auxiliá-lo. Só deve executar o pagamento caso o idoso realmente não consigo fazê-lo.
  2. Abrir contas conjuntas com o familiar responsável pelo controle das finanças. O obejtivo é facilitar a “fiscalização” dos gastos.
  3. Caso tenha perdido a noção de preços ou esteja comprando coisas e quantidades desnecessárias, podemos enviar um acompanhante para fazer as compras juntamente com o idoso. O ideal é que este acompanhante converse com o idoso durante o processo de compras fazendo perguntas que o force a refletir sobre preço, quantidade e itens a serem comprados. Apenas em caso de dificuldade, o acompanhante deve interferir nas decisões de compra do idoso.
  4.  Qualquer gasto duvidoso ou rombo no orçamento deve ser investigado. É importante verificar empréstimos e outros comprometimentos de renda.

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