Idoso diabético e exercícios

Idoso Diabético e Atividade Física: como começar?

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Idoso diabético e exercícios

Idoso diabético também pode fazer exercícios.

Hoje, no Brasil, quase 7% da população é  diabética. Em sua maior parte, idosos acima de 65 anos.

O Diabetes Mellitus é uma doença silenciosa que pode carregar muitas outras associadas a ela, aumentando seu risco de morte.

O Exercício Físico é um grande aliado no tratamento e prevenção desta doença. Por isso, muitas são as questões a cerca desse assunto. Qual tipo de atividade? Qual a duração? Como o exercício pode ajudar e reduzir a glicemia e controlar seu aumento? Como regular a insulina?

Ao longo das semanas responderemos especificamente essas questões. Nesse artigo, falaremos dos primeiros quesitos na iniciação do programa e os principais cuidados.

Entenda também quais são os exercícios mais indicados.

Inicialmente, o diabético I (insulino-dependente) ou II (não insulino-dependente) deve fazer sua avaliação clínica para saber quais as taxas de glicemia (quantidade de glicose no sangue) de jejum ou hemoglobina glicada que possui atualmente. Também deve avaliar se há outras morbidades relacionadas ou não à Diabetes. As mais comuns são doenças coronárias, retinopáticas (retina – fundo dos olhos), nefropáticas (rins), neuropáticas (sistema nervoso) e vasculares (sistema circulatório).

Tendo todo esse conhecimento prévio específico, o instrutor, cuidador ou o próprio idoso diabético devem tomar os seguintes cuidados:

– Alimentação prévia (carboidrato de rápida absorção antes e depois da sessão; fruta in natura ou seca, por exemplo).

– Medir a glicemia antes e após a sessão de exercício; ou estar atento a sintomas de hipoglicemia (menor que 70mg/dl) e hiperglicemia (maior que 240 mg/dl), descritos mais abaixo.

– Não é recomendado fazer o exercício se a glicemia estiver acima de 250ml/dl.

– Usar meias de algodão pois facilitam a cicatrização caso ocorram bolhas e feridas nos pés.

– Ingerir líquidos frios durante o exercício, de preferência água.

– Ingerir carboidrato de rápida absorção em pouca quantidade (1/2 barra de cereal ou pedaço de fruta, por exemplo) caso a glicemia esteja abaixo de 100ml/dl.

– Não injetar a insulina próxima do músculo que irá trabalhar.

– Ajustar a quantidade de insulina. Geralmente reduzir de 30 a 50% da dose de 1 a 3 horas antes do exercício ou estabelecer essa estratégia com o endocrinologista.

O profissional de educação física, idoso diabético ou cuidador mais experientes ou que não tem acesso à um glicosímetro devem estar atentos aos principais sintomas que podem ocorrer antes, durante ou após a sessão:

-Hipoglicemia – tontura, palidez, sensação de desmaio, náusea, visão turva, dor de cabeça.

– Hiperglicemia – Falta de ar, hálito “frutado” (cetótico), náusea, boca muito seca.

No próximo artigo, descreveremos como o Exercício Físico pode controlar a glicemia.

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