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Idosos > Blog > Bem Estar > Saúde > Cabeça > Demências e Alzheimer > Síndrome do Entardecer: o que fazer quando a pessoa com Alzheimer quer “ir para casa” estando em casa.
Demências e Alzheimer

Síndrome do Entardecer: o que fazer quando a pessoa com Alzheimer quer “ir para casa” estando em casa.

José Eduardo Martinelli
Última atualização 6 de julho de 2017 14:18
Por José Eduardo Martinelli
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4 Min
Idosos ficam agitados ao entardecer
A Síndrome do Entardecer afeta 20% dos portadores da Doença de Alzheimer
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A Síndrome do Sol Poente também é conhecida como Síndrome do Entardecer ou Sídrome do Crepúsculo.

Contents
  • Caracteriza-se, nas pessoas com doença de Alzheimer, pelo aumento dos sintomas de memória (esquecimentos), confusão, delírio, agitação e ansiedade que surgem por volta das 17hr, quando começa a escurecer.
    • Uma das manifestações mais freqüentes desta sídrome é a de “querer ir para a casa”. Quando o sol começa a se por, ou seja, quando começa a entardecer, o portador da doença de Alzheimer começa a achar que a casa em que está não é a sua própria casa. Mesmo quando está em casa. Insiste que precisa ir embora para a casa.
    • Não existe explicação científica para esta síndrome. Acontece em aproximandamente 20% dos pacientes com doença de Alzheimer. Na grande maioria das vezes, acomete pessoas em fase intermediária da doença e tende a desaparecer conforme a doença evolui.

Caracteriza-se, nas pessoas com doença de Alzheimer, pelo aumento dos sintomas de memória (esquecimentos), confusão, delírio, agitação e ansiedade que surgem por volta das 17hr, quando começa a escurecer.

Conheça melhor os sintomas da Doença de Alzheimer.

Uma das manifestações mais freqüentes desta sídrome é a de “querer ir para a casa”. Quando o sol começa a se por, ou seja, quando começa a entardecer, o portador da doença de Alzheimer começa a achar que a casa em que está não é a sua própria casa. Mesmo quando está em casa. Insiste que precisa ir embora para a casa.

Neste momento, é importante que o cuidador, seja ele profissional ou um familiar, tenha muita paciência. Deve mostrar ao idoso os ambientes da casa, seus objetos pessoais, o quintal com suas plantas, sinalizando que ele está sim na própria casa. Muitas vezes, o idoso se convence e se acalma. Se esta técnica não funcionar, recomenda-se a sair de casa com o idoso, de carro ou a pé. Após uma volta na rua, o paciente costuma aceitar que está em casa quando retorna.

Não é prudente discutir ou insistir com o idoso que ele está sim em sua casa. Isso pode gerar agressividade verbal ou até física em alguns casos. Além disso, outros sintomas podem piorar.

Também são bastante relatados os casos de pessoas com Alzheimer que fazem a mala, com suas roupas e alguns pertences pessoais para a mudança. Ficam o tempo todo segurando a mala e esperando que alguém venha buscá-las. Neste momento, é muito importante trancar todas as saídas da casa (portas e janelas). Há o risco de o idoso sair de casa e se perder na rua.

Neste caso, a recomendação é a mesma: não discutir, tentar mostrar através dos ambientes e objetos pessoais que está em casa. Ou dar uma volta e voltar para casa.

Não existe explicação científica para esta síndrome. Acontece em aproximandamente 20% dos pacientes com doença de Alzheimer. Na grande maioria das vezes, acomete pessoas em fase intermediária da doença e tende a desaparecer conforme a doença evolui.

Tratar estes sintomas não é fácil. Muitos cuidadores perguntam se poderiam dar a medicação da noite mais cedo, na tentativa de antecipar os efeitos. Outros perguntam se podem dar um “calmante” ao idoso perto das 17hrs. Porém, nenhuma destas condutas é recomendada, embora esta segunda opção (“calmante”) não seja descartada dependendo do nível de agitação que o idoso apresente neste momento.

Outras medidas podem ser tomadas para evitar a síndrome do Sol Poente:

  • Evitar qualquer tipo de estimulação, como receber visitas.
  • Evitar cafeína e açúcar, mantendo uma alimentação balanceada, saudável e nutritiva.
  • Limitar o tempo de cochilo durante o dia.
  • Incentivar exercícios, como uma caminhada.
  • Desenvolver atividades recreativas.

Se nada disso resolver, é importante consultar o Geriatra para que ele possa receitar medicamentos para encurtar o período da síndrome e/ou evitar que ela ocorra.

A síndrome do Por do Sol é uma das que mais aumentam o estresse do cuidador e concorre para a institucionalização do idoso.

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TAGGED:alzheimeranoitecercasacrepusculoentardeceridosopacienteporpor do solsíndromesol
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53 Comentários 53 Comentários
  • Edith disse:
    24 de maio de 2017 às 14:54

    Muito elucidador.

    Responder
    • Giselia P Lataliza disse:
      21 de março de 2018 às 17:34

      Minha mãe está passando por isso e mais uma doença que é a doença de Parkinson. Ela só não está caminhando mais. Mas estando na casa dela e querer ir embora é constante, ao entardecer e continua até por volta de 00:00. Às vezes dou um pedacinho do comprimido por orientação médica geriátrica e às vezes um chá de camomila ou melissa mas isso quando ela aceita e não cospe para fora o remédio.

      Responder
      • Manuelita disse:
        2 de abril de 2018 às 22:21

        A minha mãe tambem passa por isso. É horrivel meu Deus! Fico sem saber o que fazer.,e custa a passar,a minha está agitada gritando até agora(22;20)tomou o calmante as 19;30 para dormir,e parece que não vai fazer efeito.

        Responder
      • Liliane Correa pinheiro disse:
        20 de novembro de 2021 às 17:42

        Minha mãe faz 4 anos que tem Alzheimer agora ela deu de caminhar caminhar caminhar caminhar arqueada não para de caminhar de manhã até à noite

        Responder
    • Avelino Dias Ferraz Filho disse:
      16 de agosto de 2020 às 03:26

      Boa noite notificação importante pois vemos que é exatamente o que esta acontecendo com pessoa que tem em casa,tornando difícil de controlar, aumentando incluísse o estress dos que estão a volta.

      Responder
  • Carlos pereira disse:
    14 de junho de 2017 às 22:14

    O tratamento de alzheimer através de eletrodos como foi feito por médicos canadenses alguns anos atras pode trazer uma esperança para cura da doença.

    Responder
  • maria cheleu disse:
    22 de junho de 2017 às 18:13

    Boa noite. Estive a ler sobre o síndrome do entardecer e enquadra-se a cem por cento no que a minha mãe apresenta. Ela sofre de demência vascular e eu sendo cuidadora há dez anos, sinto-me completamente exausta, pois de entre muitos sintomas existe esse que me deixa de rastos, sendo que quando começa a querer ir embora para casa estando em casa, fico muito nervosa sem saber o que fazer, pois isso chega a durar dias inteiros. Já pensei consultar um geriatra, mas em Leiria, cidade onde resido não existe. Agradecia ajuda se for possível.

    Responder
  • Magda disse:
    16 de agosto de 2017 às 15:00

    Hoje levei meu velhinho ao médico e quando disse a ele que meu velhinho fica muito agitado ao anoitecer ele me disse que era Síndrome do Entardecer. Até então eu não sabia que existia isso. Agora, pesquisando, encontrei essas explicações que foram bastante esclarecedoras. Muito obrigada.

    Responder
  • Rosana Carneiro disse:
    26 de agosto de 2017 às 18:12

    Creio que esta descrição se encaixe não somente para o Alzheimer, mas para as demências de modo geral… meu sogro não sofrem de Alzheimer e apresenta o mesmo comportamento

    Responder
    • Ursinha disse:
      9 de setembro de 2018 às 21:26

      Concordo! Minha vó não tem Alzheimer, mas ela teve um AVC e desde que retornou do hospital começou a apresentar esse comportamento de demencia, não reconhece mais que está em sua casa que vive ha mais de 50 anos, diz que quer ir para a casa, mas quando perguntamos pra que casa, ela não sabe explicar qual. Graças a Deus ela não responde de forma agressiva, mas insiste nisso todos os dias, a maioria nesse horario.

      Responder
    • Vanda disse:
      30 de janeiro de 2021 às 23:57

      E quando o idoso não está realmente em sua casa? Tenho que cuidar de minha mãe em minha casa, pois seria contramão para meu esposo trabalhar.
      Por mais tentativas que faça ela insiste em ir embora. Já disse que venderam, alugaram, minha irmã viajou, meu irmão vem buscá-la…

      Responder
      • Juliana Martinelli disse:
        1 de fevereiro de 2021 às 09:23

        Provavelmente, a confusão mental e a agitação características do final da tarde iriam acontecer em qualquer ambiente. Portanto, a maneira de lidar com a situação é a mesma.

        Responder
      • Jackeline disse:
        24 de janeiro de 2022 às 19:11

        Estou na mesma situação e o pior, a casa de minha mãe é em outro estado – MG, e a minha na Bahia. Tem só 15 dias que ela está comigo, e ela não aceita ficar aqui. Todo dia, o dia inteiro quer ir embora. Não sei mais o que falar, o que fazer.

        Responder
        • Juliana Martinelli disse:
          22 de fevereiro de 2022 às 10:51

          Você pode falar que vai levá-la, mas antes ela tem que tomar café. Pode dar uma volta no quarteirão e voltar para casa, etc.

          Responder
  • Helcimar Rodrigues de Brito disse:
    26 de agosto de 2017 às 21:48

    Mamãe vem para minha casa aos finais de semana, graças a Deus seu estado ainda é bem estavel, mas assim que chega logo pergunta quando vou leve-la de volta para sua casa.

    Responder
  • Denilze bressan disse:
    30 de agosto de 2017 às 16:34

    comecei hoje nesse grupo.meu esposo está com alzheimer.ainda não apresentou esse sintomas.mas não gosta de sair.muitas vezes acontece de manhã quando acorda.não sabe onde está.a tarde ou mesmo durante o dia,ele tranca toda casa.portas e janelas.parece um medo incontrolavel.com muita calma.consigo deixar um pouco aberta.mas logo ele começa novamente fechar

    Responder
  • Dulcina Schievelbein disse:
    3 de novembro de 2017 às 17:35

    Muito bom e elucidativo esse texto. Compartilhei.

    Responder
  • Rodrigo De oliveira calsolare disse:
    3 de dezembro de 2017 às 16:09

    Boa tarde minha sogra tem alzamer e todo noite ela fica gritando deitada e gritando porque vc sabe

    Responder
    • Juliana Martinelli disse:
      3 de dezembro de 2017 às 22:20

      Podem ser alucinações. Mas o ideal é procurar o médico que cuida dela, reportar os eventos e pedir orientação.

      Responder
  • Ivanete Andrade disse:
    5 de janeiro de 2018 às 23:17

    Meu pai tem está síndrome e como é difícil contornar e convencer a ficar. Mas com jeitinho conseguimos. Vencemos a teimosia não argumentando muito. Ele fica quieto depois vai para casa, depois que minha mãe chama muitas vezes.

    Responder
  • ROSA disse:
    5 de fevereiro de 2018 às 13:12

    Minha mãe tem essa característica. Diagnosticada com mal de Alzheimer a 5 anos já tem meses que pede para ir embora diariamente. Quando ela pergunta: De dia vou embora? Respondemos: Amanhã bem cedo. Se for pela manhã a pergunta, respondemos que a tarde, se for a tarde respondemos que amanhã bem cedo e assim vamos repetindo dia após dia. É muito complicado e percebemos que muito desconfortante para ela também. Muitas e muitas vezes ela pergunta se está sonhando.

    Responder
    • Alda disse:
      28 de maio de 2018 às 22:43

      Boa noite! Meu pai tbm acontece isso ,ele quer ir embora as vezes fica muito agitado e não reconhece minha mãe, falamos a ele que vai ter fisioterapia no dia seguinte e ele tem que ficar, ai mandamos ele é atear a roupa que ele vai , ele vai ficam do mas calmo e para de querer ir embora

      Responder
    • MEIRE SANTOS disse:
      11 de outubro de 2018 às 23:14

      Rosa boa noite.
      Minha mãe está fazendo igual a sua.
      Ela tem Alzheimer a 7 anos e agora está apresentando essa síndrome.
      Abraço e obrigada pro compartilhar.
      Meire Santos

      Responder
    • Cacilia Maria Aredes disse:
      18 de julho de 2020 às 15:12

      Minha mãe é assim também, começa cedo querer ir embora.
      O dia todo, não sei mais o que fazer.

      Responder
      • Feenanda disse:
        11 de junho de 2021 às 01:38

        Vacilos, eu consegui acalmar minha mãe que tem parkinson e demencia grave, hidrocefalia, depressão, ela tem 93 anos. Agora ela acha que eu sou mãe dela e filha ao mesmo tempo. Me pede pra chamar a mãe dela que está na minha casa e a descreve, só que pela descrição, sou eu. Aí eu pergunto com jeitinho, não sou eu essa aí não mãe? Ela fica angustiada bota a mão na cabeça e diz , não vc é minha filha eu quero mamãe. Eu fico doida a mimha aco jja se foi há 35 anos! E ela passa o dia todo querendo ver a mãe , avisar coisas, ir pra casa da mãe que deve tá preocupada. Ontem eu disse pela primeira vez a ela que a mãe dela está no céu. Ela ficou chocada. Triste. E eu disse que ela me deixou aqui no ligar dela pra ser como mãe dela agora e quer que ela more ali, naquela casa, que é o desejo dela como mãe, e que eu jurei que não vou largar ela nunca, serei tudo oq mesmo tempo, mãe, filha, amiga, marido, tudo que ela precisar. Ela disse obrigada e passou o resto do dia calma. Mas não sei se vai começar de novo depois

        Responder
        • Rosicleria disse:
          21 de julho de 2021 às 17:53

          Minha mãe tem Alzheimer todo dia a tarde fica falando que vai embora ela está em Sp e fala que vai embora a pé pra minas o que eu faço

          Responder
          • Juliana Martinelli disse:
            6 de agosto de 2021 às 17:00

            Você pode procurar o médico para tentar controlar essas crises com medicamentos. Enquanto isso, pode tentar participar do delírio dela de ir embora falando que já chamou o taxi, pedindo para ela comer antes de sair, ect.

  • Cassia Oliveira disse:
    7 de fevereiro de 2018 às 23:05

    MInha mãe não tem Alzheimer, mas há um ano e meio teve uma isquemia cerebral, ficou impossibilitada de andar, ela esqueceu como anda, agora é cadeirante. Também sofre de confusão mental, não reconhece as pessoas, não fala coisa com coisa e só sem lembra do passado distante.
    Fica o dia todo com a gente e sempre pergunta quem somos.
    Pensa que o filho caçula é marido dela. Sofre quase que diariamente com essa síndrome do entardecer.
    É bem difícil!

    Responder
  • Patrícia disse:
    26 de março de 2018 às 19:41

    Tenho uma pessoa na família que foi diagnosticada recente// com Alzheimer. Ele está com 69 anos.Os comentários médicos foram um tanto assustador.Gostaria de saber mais à respeito.E não me sinto bem em relatar,o quê foi dito.

    Responder
    • Juliana Martinelli disse:
      28 de março de 2018 às 09:48

      Temos muitos textos sobre a Doença de Alzheimer. Todos podem ser achados através do nosso menu: Bem Estar –> Saúde –> Demências e Alzheimer.
      Fique à vontade para enviar suas dúvidas.

      Responder
  • Lucia disse:
    3 de abril de 2018 às 20:54

    Ha 10 dias minha mãe começou com esta Síndrome. Não só quer voltar para casa mas também se nega tomar medicamentos e alimentos alegando que a queremos matar, outras vezes ve pessoas, etc
    Desconcertante!
    Doloroso vê-la sofrer tanto…????

    Responder
  • Katia Rossi disse:
    4 de abril de 2018 às 16:16

    Minha mãe tem 91anos e ha 01mes começou apresentar esta síndrome. O pior é que desde então ela não dorme nem de dia nem de noite mesmo tomando remédios. Apenas cochila,uns minutos. Diz que não pode dormir porque pode não acordar. Estamos exaustos. Ela tem um neurologista e um geriatra, mas eles não estão conseguindo nos ajudar. Alguém pode me orientar?

    Responder
    • Juliana Martinelli disse:
      11 de abril de 2018 às 23:52

      Não podemos dar orientações sem que um de nossos médicos conheça a paciente pessoalmente. Podemos dizer que os tratamento medicamentoso pode demorar algumas semanas para fazer efeito.

      Responder
    • Lucia Grotto disse:
      20 de abril de 2018 às 20:25

      Lucia estou passando o mesmo com minha mãe
      …conseguimostra uma psiquiatra que veio em minha casa e receitou um medicamento que tem ajudado muito …chama se Resperidona. Caso não seja este que sua mãe toma consulte o médico. ..Quem sabe pode ser administrado né. Deus abençoe vocês

      Responder
  • Bartolomeu disse:
    23 de maio de 2018 às 23:00

    Minha mãe sofre com essa síndrome , o que fazemos é quando anoitece ou quando ela quer voltar pra casa, saímos de casa vamos ao mercado ou ao shopping ficamos andando nesses lugares muitas vezes sem comprar nada e voltamos para casa. Na maioria das vezes funciona !!! Quanto ao fato de não dormir , o geriatra receitou Resperidona, mas fomos ler a bula e os efeitos colaterais são muitos e resolvemos não dar. Optamos por fazer toda noite chá de camomila com erva cidreira . Ela toma e se acalma e dorme bem e por tabela eu e minha irmã também !!!

    Responder
  • Aline Pascale disse:
    5 de junho de 2018 às 00:21

    Olá! Cuido da minha avó que tem 89 anosce foi diagnosticada com Alzheimer ha 4 anos. Me identifico com todos os casos citados e claro, também enfrento a questão da insistência dela em ir para casa, quando jà está nela. Porém, descobri uma maneira de contornar com suavidade a situação. Sempre digo a ela que “hoje” ela vai ficar comigo, pois preciso da companhia dela para não ficar sozinha. Ela fica preocupada em avisar em casa que vai dormir fora. Eu confirmo que ja avisei. Ela se convence todas as vezes e sempre consigo trocar o foco do assunto quando peço a ajuda dela. Faço desta forma e acredito dar certo, por que cinheço bem a personalidade dela, as suas preocupações de uma vida inteira e a sua história. No cado dela, cuidar das pessoas que ama sempre foi prioridade, então não se nega a ” não ir para casa” pelo menos naquela noite…e assim fazemos todos os dias com muita paciência, amor e empatia. Com certeza não é fácil para os familiares, mas na medida do possível, acrescentamos muito humor no nosso dia-a-dia e até a minha vó ri das suas próprias confusões. Quando ela diz que quer ir para casa, pergunto onde fica a casa dela…e quase sempre ela não sabe responder…ai entra a brincadeira…eu digo que só vou deixar ela sair quando souber….rsrsrs…rimos muito e ela troca o foco do assunto. Alzheimer é uma doença única, mas os doentes também são…cada um é um…e conhecer a sua essência ajuda muito no trato. Obrigada pir compartilharem suas experiências…

    Responder
  • Eliane Maria Teles dos santos disse:
    7 de julho de 2018 às 04:56

    Olá estou cuidado de minha vó que parece está com essa doença é muito difícil não sei ou que fazer ela troca os nomes das pessoas não dormir a noite é fala muito palavrão e MT agitada passei ela no e pisquiatra ele passou ou remédio quentros de 25mg .
    Eu pesquisado TDS os sitonas do alzhaimer ela tem na fase 3

    Alguém mim onriete pf

    Responder
    • Juliana Martinelli disse:
      7 de julho de 2018 às 10:56

      Quem deve orientar é o médico. Temos muitos textos sobre o tema, com muita informação. Não podemos fazer mais que isso sem conhecer o paciente pessoalmente.

      Responder
      • Cláudia Maria disse:
        26 de maio de 2021 às 08:01

        Oi,estou passando por uma situação inusitada.Minha mãe tem 88 anos,tem demencia,ela era costureira,e agora quer que eu compre uma máquina pra costurar.Mas sei que é perigoso pois ela perdeu todo o tato,precisa de mim pra todos os cuidados.Mas insiste todo dia,ja usei todos os argumentos.Mas não adianta. O que faço?

        Responder
        • Juliana Martinelli disse:
          7 de junho de 2021 às 09:31

          Se ela já está numa fase mais avançada da demência, ela não vai lembrar da sua resposta no dia seguinte. Neste caso, você pode responder todos os dias que já comprou e está esperando a entrega. Ou, se ela ainda estiver bem, você pode realmente comprar a máquina e deixar que ela costure até quando ela conseguir. Depois, você vende a máquina.

          Responder
  • Valquíria Santiago Maia disse:
    23 de julho de 2018 às 19:09

    Olá,
    A minha mãe tem alzheimer e o que mais me intriga é a tal síndrome do entardecer,que acontece às vezes o dia inteiro,ela quer ir para casa,sendo que já está nela e isso deixa nós os filhos sem saber o que responder,lendo alguns comentários aqui,eu fiz igual a uma filha que sempre que a sua mãe faz esse pedido,leva ela para passear no shopping ou em outro lugar e depois a leva para casa,ela aceita e fica mas calma.De longe,essa é a síndrome mas difícil dessa doença,fico triste porque ela diz que não ligamos mais pra ela e todos os dias temos que nos adaptarmos aos novos problemas que vão surgindo,eu apelidei essa síndrome,de Síndrome do Enlouquecer.Fico pesquisando na internet por novos tratamentos e com a esperança que a cura para esse mal esteja próximo.

    Responder
  • cleide de oliveira paes disse:
    12 de setembro de 2018 às 22:33

    O doente , paciente deixa o cuidador mais doente do que o próprio.

    Responder
  • Viviane Emília Pinheiro dos Santos disse:
    20 de maio de 2019 às 10:02

    Bom dia!
    Minha está passando por essa Síndrome, é muito angustiante vê-la dizer insistentemente que quer ir embora pra casa.

    Responder
  • Pingback: Síndrome del Atardecer: qué hacer cuando la persona con Alzheimer quiere ir a “casa” estando en casa – Estrada Douglas
  • Pingback: Síndrome del Atardecer: qué hacer cuando la persona con Alzheimer quiere “ir a casa” estando en casa. – CuidadoresALZ
  • Romilda Távora Silva disse:
    20 de janeiro de 2020 às 17:55

    Meu marido tem mal de Parkinson a dez anos .e no mês de dezembro pegou uma faca e veio pra cima de mim quase que me mata meu filho chegou a tempo de impedir, ficou internado uma semana. Mas no hospital agrediu também as enfermeiras. Já está em casa o que eu não entendo é que ele lembra de tudo que fez.queria saber se isso é normal lembrar do que fez?é pedir desculpas? Será? Fiquei com dúvidas cheguei a pensar que foi de propósito

    Responder
    • Juliana Martinelli disse:
      20 de janeiro de 2020 às 19:22

      Alguns casos de Parkinson cursam com sintomas psicóticos. O melhor a fazer é procurar um psiquiatra para determinar se ele sofre ou não de psicose. Lembrar do ataque, que em teoria foi um surto psicótico, é normal. Mas é necessário tomar medidas de segurança de qualquer forma (sofrendo ou não de psicose).

      Responder
  • Sara disse:
    21 de maio de 2020 às 01:32

    Boa noite .Minha mãe faz 20 dias que começou com a “sindrome do entardecer” mas é sempre a todo o momento pedindo pra ir pra casa dela,tento distrair mas logo em seguida pede pra levar ela pra casa. Descobri que a música acalma,canto com ela músicas evangélicas,minha mãe fazia parte do coral da igreja então ama cantar,eu não sou boa em cantar mas se acalma vale tudo kkkkkk . Temos que rir para não chorar é muito difícil lidar com essa fase.Que Deus abençoe a todos nós .

    Responder
  • Mirian disse:
    15 de julho de 2020 às 21:47

    Meu pai está do jeito que vocês escrevem, quer ir embora de todo jeito,ele chama minha mãe mas não sabe que e ela.quer ir embora todo tempo,além disso e cego das 2vistas,quando fica agitado que atravessar parede,subi em. Cima da cama .

    Responder
  • Ildete Cruz da costa disse:
    30 de julho de 2020 às 19:45

    Estou passado por isso não e fácil mas procura manter a calma estou mudando da minha casa pra morar de aluguel pra ficar mas perto da minha irmã, por que eu trabalho pra não deixar ela com qualquer pessoa que eu não confio. Louvar cantar brincar atenção aceitar as vezes o que eles falam e pedir a Deus pra conseguir cuidar dos nosso velhinhos com amor e dedicação

    Responder
  • Leonor disse:
    19 de outubro de 2020 às 12:06

    Minha mãe não tem um diagnóstico preciso. Sua confusão mental começou em 2018. Pode ser Alzheimer, mas desconfio de Demência Vascular pois em 2019 ela teve um AVC. Ou pede ser uma combinação horrível das duas coisas. Todos os dias ela quer ir pra casa estando em casa! Começa pela manhã quando acorda e segue até a hora que dorme. É enlouquecedor! Vou inventando desculpas, mas nem sempre funciona. Não posso levá-la pra rua, por causa da pandemia. Acho que ela só não fugiu porque o AVC a deixou paralisada do lado esquerdo… é muito triste. Agora, ela também quer ir pra casa dos pais (ela tem 87 anos) e fica muito agressiva. Quem vai enlouquecer sou eu… a fé eu já perdi.

    Responder
    • Marcus Vinicius Baldini disse:
      13 de julho de 2021 às 19:49

      Ela melhorou?

      Responder
  • Moema disse:
    9 de agosto de 2021 às 21:55

    Muito bom o texto. Minha mãe tem Parkson e está com este comportamento. Está sendo bem difícil cuidá-la, pois fica agressiva.

    Responder

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