idoso com psicose tardia

Psicoses tardias: um desafio para o envelhecimento.

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O envelhecimento populacional traz inúmeros desafios para o atendimento de saúde de pessoas idosas. Além da iminência de uma epidemia de demência nos próximos anos, os quadros de psicoses em idosos estão cada vez mais comuns.

Psicoses são doenças mentais caracterizadas pela perda de contato com a realidade. Geralmente, os quadros psicóticos são acompanhados de agressividade, irritabilidade, delírios e, por vezes, de alucinações.

Uma doença mental muito famosa é a Esquizofrenia.

O diagnóstico dos transtornos mentais é feito a partir dos 18 anos de idade. Qualquer alteração que ocorre com o paciente antes desta idade, é denominado de transtorno de conduta (quando ocorre em crianças e adolescentes). A esquizofrenia ocorre com alterações logo no início da vida adulta. Seu diagnóstico é feito com base nas alterações comportamentais, sendo fundamental para o tratamento, o acompanhamento medico (medicação) e psicoterapia.

No entanto, estamos vivendo algumas quebras de paradigma quando o assunto é Psicose. Estamos descobrindo que o envelhecimento pode vir acompanhado de psicoses. Mas são problemas diferentes das psicoses que ocorrem durante a vida adulta do jovem. Idosos que nunca tiveram qualquer sinal ou sintoma de psicose quando jovem, estão surgindo em consultórios e em clínicas com sintomas de despersonalização, delírios e alucinações.

O mais grave desta situação, é que muitos profissionais da saúde atendem estes idosos e erram o diagnóstico. Interpretam esses sintomas como sendo próprios de demência.

Ao fazer a avaliação da pessoa idosa, diferenciamos esse quadro de psicose dos quadros de demência. Os critérios mais importantes foram estabelecidos por Leonardo Caixeta em um livro publicado em 2016 e também pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais em sua 5ª edição (DSM-5). São:

  • ausência de comprometimento cognitivo.
  • ausência de comprometimento em desempenhar atividades de vida diária.
  • o paciente não deve estar sob efeito de nenhuma medicação no momento da consulta.
  • o paciente não deve apresentar doença orgânica de base.

Para esses critérios, encontram-se dois importantes diagnósticos: Esquizofrenia de Início Tardio e Parafrenia tardia, que são quadros psicóticos que acontecem no envelhecimento e que são diferentes de demência.

Se você observar qualquer alteração, seja cognitiva (como por exemplos esquecimentos), comportamental (irritabilidade, agressividade, etc) ou mental (delírios de ciúmes, delírios de perseguição ou outros) procure um geriatra ou psiquiatra para melhor investigar o quadro e obter a melhor conduta.

7 Comments

  1. Gostei do artigo pois minha mãe tem 63 anos e foi diagnosticada com depressão psicotica e só agora quase 2 anos doente aceitou se tratar ela está tomando o escitalopram e o
    Quetros só se o que a luta tá grande
    Porque ela me liga o tempo todo, se isolou da família, parou de dirigir, fuma o dobro de cigarro, e desconfiada, agressiva, ansiosa, tem insônia.

    • Vanessa sei que essa luta é dificil, pois estou passando pelo mesmo problema com minha mae, comecou em junho desse ano e ja estamos em outubro e o quadro nao melhora. Ela esta se tratando com psiquiatra e fazendo uso de antidepressivos e antipsicoticos, mas o quadro nao parece melhorar. Tenho receio de minha mae nunca mais ficar boa. Sua mae melhorou?

  2. Minha sogra ouve barulho dentro de casa. Vê um homem anda pelas parede atormenta ela dia q tão seguindo ela todo tempo e agressiva fala sozinha xingar dentro de casa palavrões q será q é?q fazer…

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