terceira idade e iatrogenia

Anti-Homotóxicos: Boa Alternativa de Tratamento Não Cirúrgico da Osteoartrite.

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Anti-homotóxicos podem ajudar a reduzir o risco de Iatrogenia em idosos.

Como vimos em nosso último artigo sobre o tema, a osteoartrite (OA) teve sua incidência aumentada nas últimas décadas. Ela é especialmente prevalente nos idosos, população que apresenta com frequência diversas condições médicas associadas. Por isso, também faz uso de diversos medicamentos.

A base do tratamento medicamentoso na OA são os analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e, muitas vezes, glicocorticóides (GCs).

Porém, o uso dessas medicações trazem diversos efeitos adversos, como os gastrointestinais e cardiovasculares. Além disso, alguns são pouco tolerados, fazendo com que haja descontinuação dos mesmos. Podem, também, ter interação medicamentosa com outras drogas. Por esses motivos, muitos paciente ficam com um subtratamento, não só da dor da OA como de outras condições musculoesqueléticas.

Por isso, vamos falar sobre os anti-homotóxicos como opção terapêutica.

Terapêutica oriunda da Homotoxicologia, idealizada na Alemanha, que, segundo a ABHH (Associação Brasileira de Homeopatia e Homotoxicologia), visa estimular e apoiar os esforços do organismo na sua luta contra as toxinas. “Segundo a Homotoxicologia, a doença é o modo de reagir do organismo humano à multiplicidade de toxinas (endógenas e exógenas) que penetram os vários compartimentos histológicos – matriz extra-celular, citoplasma, núcleo celular. A doença é a expressão do esforço do organismo para eliminar, ou delimitar a ação nefasta, das toxinas. “ Assemelha-se à homeopatia pelas substâncias utilizadas e se difere pelo fato dos preparos anti-homotóxicos utilizarem um mesmo princípio ativo com várias diluições. 

Vamos falar de 2 medicamentos que tiveram sua ação cientificamente comprovada, apesar de poucos estudos. O Traumeel S® e o Zeel®.

O Zeel® é um composto com Arnica Montana + associações e o Traumeel S® é um composto com Rhus toxicodendron D2 + associações. São drogas que mostraram eficácia semelhante aos AINEs e GCs em alguns estudos, com pouquíssimas reações adversas e sem relatos de exacerbações de doenças ou interações medicamentosas. Ambos são disponíveis em comprimidos sublinguais e em pomadas. Podem ser usados não só na OA como em tendinites, torções, traumas e lesões esportivas.

Outra boa notícia é que também têm apresentações injetáveis, podendo ser utilizados em infiltrações periarticulares e intra-articulares, de maneira segura e efetiva, além menor custo.

Há uma crescente evidência do uso desses medicamentos, sozinhos ou em associação com outras drogas, no tratamento de lesões musculoesqueléticas. São, portanto, uma opção terapêutica interessante para pessoas (particularmente idosos) que têm outras condições médicas e estão tomando outras medicações. Também são uma opção para tratamento periarticular e intra-articular de menor custo em relação aos viscossuplementos e mais seguros que os GCs.

A Autora:

Carolina Capovilla Monferrari é Médica Reumatologista (CRM 113000) formada pela USP, com residência em Reumatologia pela UNICAMP e Pós-Graduação em Geriatria e Gerontologia pela FMJ. Atende em Jundiaí na clínica Tertulia (11 3964 5888/ 11 93090 5888, contato@clinicatertulia.com.br).

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