Idosa depressiva faz exercícios

Atividade Física na Prática – Dona Íris, 78 anos, Depressiva.

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Neste artigo, compartilho mais uma experiência com alunos idosos. Lembre-se do caso de Dona Iole, sofredora do Mal de Alzheimer.

Relato o caso de Dona Iris (nome fictício), depressiva, que pratica exercícios personalizados há mais de 10 anos.

É uma idosa muito saudável fisicamente, mas portadora de depressão a cerca de 40 anos.

Entenda sobre os fatores e sintomas de Depressão.

Íris é medicada e acompanhada por médicos durante todo este período. Além de anti-depressivos, consome diariamente remédios para pressão arterial e freqüentemente para gastrite.

Sendo o treinador, devo estar sempre atualizado com todos os medicamentos utilizados. É importante conhecer inclusive as mudanças de dosagem. Quando há tais alterações ou prescrições de novos, estudo as bulas e confiro se há interação com outros remédios além de seus efeitos colaterais. Pois, alguns medicamentos podem influenciar o desempenho durante as sessões de Exercícios Físicos.

Os principais sintomas, conseqüentes dos antidepressivos , que Dona Íris sente, são excesso de fadiga e sudorese além do comum. Em algumas sessões, o desconforto estomacal, conseqüente do conjunto de muitos remédios ingeridos, também compromete a performance.

Com relação à prática, os exercícios são feitos no parque de seu condomínio. Ambiente aberto, arborizado e muito agradável. Fazemos musculação com o peso do corpo; flexões, agachamentos, abdominais de todos os tipos e utilizamos elásticos como material de resistência. Sempre concentro exercícios em pé primeiramente e termino com exercícios deitados no colchonete. Alterná-los sempre causaram algumas tonturas ou mal-estar.

Também há espaço para boas caminhadas e ocasionais e curtas corridas. Conseguimos trabalhar com progressão de carga, velocidades explosivas e lentas.

Dona Íris possui boas condições físicas, flexibilidade, equilíbrio, força de braços, pernas e abdômen. Também possui ossos bem fortes (já sofreu algumas quedas e só teve pequenas escoriações na pele). Trabalha com jardinagem, sobe no telhado para fazer consertos, tem grande independência de ir e vir. Dirige, viaja sozinha e faculdades mentais 100% preservadas. Resumindo, tem todas suas Atividades Básicas e Instrumentais de Vida Diária preservadas.

As crises depressivas atrapalham a freqüência dos treinos. Geralmente, são 2 a 4 semanas de ausência por crise  e o recomeço acontece com muito esforço. Cada sessão de treino pode começar com dificuldade pelo desânimo, mas a resposta aguda à depressão que o Exercício Físico propicia é sempre de melhora. Cada vez que recomeçamos, podemos vivenciar os benefícios da atividade física como aliada no tratamento da depressão.

Nossos encontros são de 2 vezes semanais, 1 hora cada. Mas para Dona Íris ter um efeito crônico de combate à depressão pela Atividade Física Planejada, aconselho caminhadas aceleradas de no mínimo  30 minutos diários.

Nestes nossos anos de convívio, equilibramos entre períodos contínuos de boa freqüência e bons resultados com outros de inatividade pelas crises depressivas. Toda essa experiência me faz concluir que a prática de Atividade Física é um excelente coadjuvante no tratamento da Depressão.

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