autoprescrição de caminhada.

Autoprescrição de exercícios físicos: é perigoso?

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Entrar na rotina de exercícios físicos não é tão simples. Temos que tomar devidos cuidados como pré-exames de aptidão, alimentação e vestuário adequados, escolha do instrutor, local, existência de doenças crônicas, etc. Enfim, por muitas vezes, ao avaliar estas etapas como “entraves”, acabamos partindo para a autoprescrição.

Entenda aqui como escolher o melhor exercício.

O aconselhamento é sempre que o idoso e/ou cuidador tomam os devidos cuidados e façam atividades planejadas e instruídas por um profissional da area. Quando iniciamos qualquer atividade sem consulta prévia, consideramos que estamos fazendo a autoprescrição de daqueles exercícios.

A autoprescrição de exercício não é proibida por lei e as pessoas são livres para usar a piscina e academia de seus condomínios, por exemplo.

Mas, alguns exercícios e determinadas situações trazem riscos à saúde. Esse fato existe e precisamos saber lidar com isso.

Entenda como exercícios monitorados por um Educador Físico são mais seguros e eficientes. Inclusive caminhadas.

O único exercício considerado mais seguro para a autoprescrição é a Caminhada.

– os impactos são menores (para articulações principalmente).

– mais tolerável a algum problema cardíaco ou vascular conhecido ou não pelo próprio idoso.

– pode trazer benefícios como: melhora da circulação do sangue, da eficiência cardiopulmonar, diminuição ou prevenção da depressão e várias doenças crônicas; porém, estes benefícios não são tão assegurados quanto uma caminhada instruída por um Educador Físico.

 

Aconselhamos então, ter os devidos cuidados na autoprescrição:

– Procure locais com estrutura, boa movimentação e assistência médica de plantão. Parques, shoppings e clubes podem possuir espaços para a prática da caminhada. Nestes locais, se ocorrer alguma queda ou problemas de pressão, por exemplo, existem profissionais em segurança e vigilância que encaminharão o idoso para o posto de saúde do local e, se preciso, para um posto externo.

– Preste atenção na sua percepção de esforço: se ficar muito ofegante diminua o ritmo, sente-se em algum lugar e até suspenda a caminhada.

– Mantenha a postura ereta. Trabalhe pequenos movimentos de braços e preste a atenção na respiração. “Bater papo” durante a Caminhada atrapalha este quesito.

– Inicie com ritmo lento e acelere se achar seguro. Mantenha naturalmente a amplitude dos passos.

– Avalie se o solo é adequado para seu tipo de caminhada.

– Tenha dinheiro consigo caso precise comprar algum alimento ou medicamento, por exemplo, ao sentir-se fraco e com a pressão baixa. Pode-se, dessa forma, evitar desmaios.

– É aconselhável não caminhar com o estômago vazio (mais de 3 ou 4 horas sem comer) ou estômago muito cheio (logo após o almoço ou jantar).

– Mantenha a  freqüência de no mínimo 2 vezes por semana, 30 minutos cada. Se for capaz de avaliar-se, conclua se consegue mais ou menos tempo.

A autoprescrição pode ser tão perigosa quanto à automedicação, porém ambas existem e não podemos dar as costas a este fato. Acima pontuamos cuidados gerais se o idoso tomar essa decisão.

No Artigo da próxima semana exemplificaremos como seria um Programa de Caminhadas bem planejado por um Profissional em Educação Física.

 

Conhece alguém que se beneficiaria com essas informações? Compartilhe nosso texto!

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