videogame para tratamento de parkinson

Videogame pode ajudar no tratamento da Doença de Parkinson

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Testado no Instituto Martinelli, em Jundiaí – SP, a terapia com videogame traz benefícios.

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa. Tem como consequência alguns sintomas como a bradicinesia (lentidão de movimento), rigidez muscular, hipocinesia (redução da capacidade de movimentos), entre outros comprometimentos motores. Estudos indicam que, até mesmo no início da doença, pode existir certa redução das capacidades cognitivas como o déficit de atenção e concentração e dificuldades nas funções executivas.

Tratamentos medicamentosos ajudam a aliviar os sintomas e a manter uma certa qualidade de vida cotidiana. Porém a doença não tem cura ainda encontrada pela medicina. Mas, sabemos que tratamentos não farmacológicos, combinados sempre com os medicamentos prescritos pelo seu médico de confiança, pode assegurar melhor qualidade de vida motora e cognitiva.

Intervenções não farmacológicas são:

  • os exercícios físicos,
  • a fonoaudiologia,
  • a fisioterapia
  • as intervenções cognitivas aliadas às funções motoras

Um exemplo de terapia que envolve funções motoras e cognitivas é a terapia com videogame de detecção de movimento.

Usando o Wii ou outras marcas de videogame que captam o movimento tridimensionalmente, o indivíduo pode jogar usando seu próprio corpo. Assim, vai treinando equilíbrio e postura. Consegue trabalhar a parte cognitiva ao se concentrar nos jogos para desenvolver os movimentos. Aliando o cognitivo e o motor, ocorre uma “injeção” de neuroplasticidade cerebral. Isso faz com que os neurônios ainda vivos continuem se mantendo em boas condições. Treinando-os para se manterem ativos por conta da constante aprendizagem ou re-aprendizagem que os jogos podem proporcionar, esta terapia ajuda a diminuir os sintomas da doença.

Tivemos, em nosso instituto, um caso de paciente com Doença de Parkinson que conseguiu voltar a fazer a barba sozinho após 2 meses de terapia.

Existem jogos mais adequados para os idosos. Não são rápidos e com possuem curta duração.

Esses videogames, que escaneiam o corpo do jogador, permitem que o paciente faça movimentos alternados com pernas e braços. Ao mesmo tempo exigem maior esforço cognitivo, como memória operacional, atenção alternada e velocidade de processamento. Na Doença de Parkinson, sutilmente, nota-se declínio das funções cognitivas, principalmente atenção e funções executivas (velocidade de processamento). Os jogos de videogame contribuem com o processo de estimulação, desacelerando a doença e melhorando as funções executivas.

ATENÇÃO: O videogame, deve ser usado de maneira adequada, com profissional treinado e qualificado que possa estar presente para dar suporte ao paciente e orientá-lo no desempenho dos exercícios. Comprar o videogame e jogar sozinho em casa não ajuda. É preciso que um profissional qualificado acompanhe o paciente, prestando atenção à postura, aos movimentos, etc. Além disso, pode ser uma terapia agradável, lúdica e principalmente desafiadora!

Nós comprovamos sua eficácia em alguns de nossos pacientes. Vale ressaltar que a terapia era feita 3 vezes por semana, em sessões de 45 a 60 minutos, com Educadoras Fìsicas preparadas para atender estes pacientes.

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