Idosos podem evitar transgênicos.

Alimentos Transgênicos são prejudiciais à saúde?

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Transgênicos são organismos geneticamente modificados (OGM). Foram produzidos por meio de transferência de genes, geralmente, entre espécies diferentes. São organismos manipulados em laboratório, já que em ambiente natural, espécies diferentes não se cruzam. O objetivo é incorporar nesses organismos uma ou mais características desejadas de outras espécies, como por exemplo, resistência a pragas e doenças.

O início do cultivo de transgênicos no Brasil começou com o plantio de soja modificada por produtores do sul no início dos anos 90.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de transgênicos do mundo, ocupando a segunda posição no ranking. Ficando atrás apenas dos EUA.

Os transgênicos foram aceitos nos EUA e outros países da América, mas rejeitados em países da Europa, que ainda impõem grandes barreiras a essas plantas e seus derivados. Além dos grandes questionamentos sobre os possíveis riscos desses cultivos e consumo para o meio ambiente e a saúde humana, existe uma questão comercial polêmica. As sementes transgênicas são patenteadas por grandes empresas, gerando um alto custo de produção aos agricultores.

Transgênicos podem oferecer riscos?

O plantio de transgênicos tem sido defendido como uma alternativa fundamental para se atingir aumentos de produtividade, redução de custo de produção e menores impactos ambientais. Devido ao relato de menor uso de agrotóxicos, possibilidade de maior variabilidade genética para melhoramento, maior participação dos produtores no mercado internacional e resolução do problema da fome.

Apesar de tantos benefícios, vários pesquisadores têm discutido potenciais riscos e impactos desse tipo de produto podem representar para o meio ambiente e para toda a biodiversidade.

É importante destacar as particularidades dos plantios de transgênicos e a utilização de herbicidas e pesticidas. O glifosato é atualmente o herbicida mais utilizado no mundo. O dramático aumento no seu uso se deu principalmente devido a introdução de plantas glifosato-resistentes.

Seguem abaixo os potenciais impactos ao meio ambiente:

  • Ameaça à biodiversidade.
  • Contaminação de variedade nativa.
  • População de pragas, ervas daninhas resistentes e necessidade de agrotóxicos e fertilizantes.
  • Prejuízo às abelhas, produção de mel e outros alimentos.
  • Contaminação e alterações em água e solo.

E os seguintes impactos para a nossa saúde:

  • Alterações imunológicas e alergenicidade.
  • Neurotoxicidade e toxicidade hepática.
  • Infertilidade e alterações endócrinas.
  • Provável agente cancerígeno (glifosato) aumentando o risco de câncer.
  • Obesidade (interação entre fatores genéticos e ambientais – toxinas ambientais = pesticidas).

Como forma de melhorar e minimizar a exposição aos riscos da agricultura convencional e transgênica, a opção é consumir alimentos produzidos através de métodos de produção sustentável.

Existem vários tipos de produção sustentável como : ecológico, natural, biodinâmico, agroecológico e de permacultura.

Os princípios são os mesmos: são sistemas orgânicos de produção de alimentos, de modo que desenvolvem métodos de manipulação cuidadosos, garantindo a integridade e a qualidade dos seus produtos, isentos de contaminantes intencionais, além de preservarem a diversidade do ecossistema local, desenvolvendo um manejo adequado do solo, da água e do ar.

Conclusão:

É importante discutir e rever os modelos de produção de alimentos que cuidem do meio ambiente e respeitem todas as relações evolutivas naturais e seres envolvidos. Produzir alimentos com a certeza da ausência de riscos e estímulo a promoção de saúde e prevenção de doenças é uma obrigação dos setores produtivos e um direito de todos. A agricultura sustentável e sistemas ecológicos de cultivo são formas de produzir alimentos seguros e nutritivos, além de proteger o meio ambiente.

 

 

Referência bibliográfica:

Paschoal, V. et al. Nutrição funcional e Sustentabilidade, S.P., Ed. VP, 2017.

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