Esôfago do idoso

Envelhecimento do Sistema Digestório: Esôfago.

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Sabemos que o envelhecimento implica em várias alterações fisiológicas em nosso organismo. Mas a ciência ainda não conseguiu determinar os limites entre o envelhecimento “normal” e o patológico. Algumas diferenças já foram identificadas no cérebro, na boca e dentes, etc.

Hoje, vamos abordar o envelhecimento do Sistema Digestivo ou Digestório que é composto por uma série de órgãos associados cuja função é processar os alimentos, por meios mecânicos e químicos.

Fazem parte do sistema: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino (delgado e grosso), reto e ânus. Fígado, pâncreas e visícula biliar são considerados órgãos acessórios no processo digestivo. Mas isso não os faz menos importantes no processo.

Em artigo anterior, já falamos sobre o envelhecimento da boca, dentes e glândulas salivares. Também já abordamos questões sobre o estômago e intestino. Por isso, hoje abordaremos de maneira simplificada o que se sabe sobre o envelhecimento do esôfago.

O primeiro estudo sobre o envelhecimento do esôfago é de 1964. Desde então, muitos estudos têm demonstrado:

  • diminuição da pressão de repouso (quando não houve deglutição).
  • alterações da sincronia e magnitude do relaxamento do esfíncter superior do esôfago (pode causar disfagia alta pois este esfíncter fica próximo da faringe).
  • aumento da incidência de contrações não peristálticas (síncronas e falhas).
  • manutenção da pressão de repouso do esfíncter inferior do esôfago (perto do estômago).

Não há evidências de aumento de problemas de refluxo gástrico com o avanço da idade. Porém, quando eles ocorreram, duram mais tempo em idosos que em adultos mais jovens. As alterações da motilidade esofágica (relacionada às contrações peristálticas) podem reduzir a saída de materiais deglutidos ou refluídos do estômago.

Deste fato vem a necessidade de se administrar medicamentos por via oral na posição ortostática. Isto é, em pé ou sentado com a coluna reta e bem apoiada. Também recomenda-se acompanhar os medicamentos de razoável quantidade de líquido. Já que tudo o que é engolido tende a levar mais tempo para chegar ao estômago, tomar remédios na posição ereta acompanhados de líquidos ajudam a garantir que o medicamento chegue ao estômago no tempo esperado.

Além disso, materiais ácidos refluídos do estômago permanecem por mais tempo em contato com a mucosa esofágica. Isto causa maior potencial de lesão podendo até contribuir para outros problemas como pneumonias aspirativas.

Oportunamente, falaremos sobre outros órgãos.

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