Apraxia em Idoso com demência.

Apraxia: perdendo a capacidade de realizar tarefas simples.

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Apraxia é uma condição neurológica caracterizada pela incapacidade de realizar movimentos motores voluntariamente. Mesmo que os músculos do corpo estejam saudáveis e normais e a pessoa saiba como fazer o movimento, não consegue mais. Além da coordenação para cumprir as atividades, a pessoa perde a capacidade de raciocinar e definir a ordem cronológica das etapas a serem feitas.

Praxia é um dos domínios cognitivos que, depois da memória, é um dos mais comprometidos nas demências.

Entenda aqui quais são as causas mais comuns de demência, além da Doença de Alzheimer.

Por exemplo, Dona Ieda é uma senhora com Alzheimer que gosta de fazer crochê, tricô e bordas. Dedica 2 a 3 horas por dia, quase diariamente, fazendo pelo menos uma dessas atividades. Mas, à medida que a doença evolui, ela é forçada a deixar de fazer crochê, bordado e/ou tricô. Quando questionada sobre os motivos pelos quais deixou de bordar ou tricotar a resposta sempre é a mesma: “estou cansada de fazer isso. Já fiz durante muitos anos e agora não quero mais fazer”. Na verdade, quando isto acontece é porque ela não sabe mais fazer. “Desaprendeu”. É a Apraxia.

Várias vezes, observei que, quando a medicação específica é prescrita, a senhora volta ao tricô ou ao bordado. “Reaprendeu”.

Entenda mais sobre os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer.

Tenho uma paciente que cozinhou por 28 anos numa casa de família e, de repente, parou de cozinhar. A Doença de Alzheimer já estava avançando. Este caso ilustra o que acontece com muitas pessoas. Chega um momento em que não sabe mais fazer comida, por experiência que tenha no assunto. Por mais simples e fácil que seja.  Outro paciente não sabe mais mexer no controle da televisão. Não consegue mudar de canal, controlar o som ou mesmo ligar e desligar. Isto é valido para qualquer aparelho eletrônico. Uma outra paciente frequentemente chamava o filho porque a TV estava quebrada, não estava funcionando. Na verdade ela não sabia mais ligar a TV.

Quando perguntamos o que a paciente faz durante o dia, temos como resposta de que ela não consegue fazer mais nada dentro de suas atividades diárias porque desaprendeu. A isto damos o nome de apraxia. Outro exemplo é a apraxia de vestir-se que ocorre nas formas avançadas da doença em que o paciente não consegue vestir suas roupas na ordem correta. Às vezes, não conseguem vestir uma malha aberta, isto é, a sequencia de colocar o braço na manga, etc.

5 Comments

  1. excelente artigos, vocabulário simples, fácil entender, sou cuidadora de idosos.
    Vou fazer pedido colocarem matéria sobre CUIDADOS PALIATIVOS.

    Att;

    Suzana Bezerra Dos Santos.

  2. Boa noite, tenho uma avó com 87 anos com alzheimer, diagnosticada a 3 anos. Desde o inicio toma excelon adesivo e zider! Iniciou tomando o de 5 cm e, pelo desenvolvimento da doença, já está tomando o de 15 cm! Atualmente é dependente de tudo, até andar quase não consegue mais. O geriatra que a acompanha, sugeriu para que alternássemos o Exelon dia sim, dia não, para avaliarmos se terá alguma alteração! Ficamos com medo, pois percebemos que a doença está bastante rápida e percebemos um declínio de suas capacidades motoras a cada dia! Gostaria de saber se a alta dose pode estar declinando o estado clinico ou não tem relação! Ficamos com medo de diminuir e ela piorar ainda mais e não ter reversão!! Desde já agradeço a atenção

    • A evolução da doença de Alzheimer não tem reversão. Em nenhuma fase. A velocidade desta evolução varia muito de um paciente a outro e a eficácia dos medicamentos também. Infelizmente, sua avó não vai melhorar. Sugiro aceitar as sugestões do médico pois ele sabe (deveria saber) que há algumas poucas alternativas de tratamento medicamentoso cuja eficiência pode variar de uma pessoa para outra.

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