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Ajudando Crianças e Adolescentes a Entenderem o Alzheimer

em Demências e Alzheimer por

Quando uma pessoa é diagnosticada com Alzheimer, todos da família são afetados. Incluindo crianças e adolescentes. Se é difícil para os adultos aceitarem e compreenderem a doença, também é para netos, bisnetos ou filhos mais novos. Hoje vamos falar sobre como ajudá-los a entender a doença de Alzheimer.

A primeira coisa a fazer é conversar abertamente com as crianças e adolescentes sobre a doença.

Entender como a doença vai evoluir e quais são seus principais sintomas pode reduzir a ansiedade.

Podemos adaptar o nível de complexidade usado para explicar a doença de Alzheimer de acordo com a idade. Para crianças mais novas, devemos simplificar ao máximo as questões e nos ater aos principais sintomas. Por exemplo, dizer que o(a) vovô(ó) está com uma doença sem cura. E esta doença faz com que ele(a) se esqueça rapidamente das coisas. Assim, pode ser que pergunte seu nome algumas vezes. Ou ainda, que conte várias vezes a mesma história.

Para crianças um pouco maiores, pode-se usar livros ou vídeos educativos infantis (gratuitos ou não) para mostrar o que é o cérebro e como este órgão pode adoecer como outras partes do corpo.

Também é importante ajudar os membros mais novos da família a entender seus prórpios sentimentos em relação ao assunto.

O ideal é ajudá-los a identificar sua tristeza ou raiva perante a situação e a lidar com estes sentimentos. Devemos orientá-los a nunca “descontar” a raiva no idoso portador de Alzheimer.

Responder a todas as suas dúvidas (quando sabemos responder) também é importante. Da mesma maneira que conhecer o prognóstico da doença e ter informações referentes à evolução do Alzheimer é importante para os adultos, também pode ser importante para crianças mais velhas e adolescentes. É aconselhável que, em algum momento, principalmente os adolescentes sejam informados sobre a evolução da doença.

Os adolescentes podem sentir maior dificuldade em aceitar a doença. Desta maneira, acabam se afastando do portador de Alzheimer. Podem se sentir mal perante as repetições, esquecimentos, crises de ansiedade, etc. Nestes casos, não devemos forçar a convivência. Mas sim, conversar com o adolescente sobre seus sentimentos em relação à doença e à pessoa doente de maneira a confortá-lo. Usar filmes sobre o assunto também pode ajudar.

 

Fonte: US National Institute of Aging

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