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Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e o Envelhecimento

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O diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis (DST) vem aumentando na população com mais de 60 anos.

O Envelhecimento é um processo sequencial, individual, irreversível e universal. É um processo não patológico de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie. Porém, com o tempo, houve mudanças não somente na condição física e funcional do idoso. Portanto, são pessoas que hoje vivem mais e melhor e com autonomia. A manutenção da forma física e o advento do envelhecimento ativo fazem com que muitos idosos busquem realizar atividades antes negligenciadas.

A expectativa de vida dobrou no século passado: no Brasil passou dos 34,77 anos em 1900 para 68.5 em 2000.  Atualmente, está por volta dos 72 anos com perspectiva de aumentar ainda mais.  De acordo como IBGE, em 2009, as pessoas idosas eram quase 4,5 milhões no estado de São Paulo o que representa 10,7% da população total, sendo que esse número deve chegar a 7 milhões em 2020. E essa perspectiva exigirá uma política pública para essa população a fim de garantir dignidade e qualidade de vida aos maiores de 60 anos.

As políticas com foco no envelhecimento ativo atuam no sentido da promoção da saúde. Com isso, considera-se de extrema importância as questões relacionadas à sexualidade.

O prolongamento da vida sexual, somadas à práticas inseguras, tem refletido na possibilidade de ocorrência das doenças sexulamente transmissíveis em adultos mais velhos.

O incentivo à socialização e a retomada de vínculos ao envelhecer dando relevância as atividades coletivas. A dança é um exemplo de atividade que  promove encontros. Desta maneira, novos relacionamentos associados ao uso de medicamentos que melhoram o desempenho sexual masculino em idades mais avançadas, promovem um aumento da atividade sexual entre idosos. Acreditar que o idoso volta a ser criança e deixa de ter sexualidade é um equívoco.

Pessoas com mais de 60 anos passam a usufruir cada vez mais sua capacidade de amar e se relacionar até o final de suas vidas. Estas pessoas não estão imunes a transtornos afetivos e biológicos. Mas, o uso de preservativos não faz parte da cultura desta geração. Para as pessoas que hoje estão na faixa de 60-70 anos, o uso do preservativo está associada à promiscuidade. Além disso, as particularidades do envelhecimento tornam difícil o diagnóstico e o tratamento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e AIDS.

Desta manienra, a maior prevalência de AIDS entre os que envelhecem passa tanto pela maior sobrevida dos doentes (que foram contaminados na juventude) quanto pela maior incidência entre as faixas etárias mais avançadas.

Desde 1986 com a criação do Programa Nacional de DST/AIDS, o Brasil tem desenvolvido estratégias para a prevenção. Entretanto, muito pouco se fez em relação à população de idosos.

A falta de estudos epidemiológicos e campanhas de prevenção, somados a ampliação do período sexual ativo e aspectos comportamentais têm refletido na incidência de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS nos idosos. Pesquisas indicam que geralmente a idade não elimina ou diminui o desejo por sexo.

O principal fator de risco para DST em idosos é a prática sexual insegura. Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira em 2008 mostrou que 55% dos jovens entre 15 e 24 anos declararam ter usado preservativo na última relação sexual. Apenas 16,64% dos indivíduos entre 50 e 64 anos confirmaram o uso de preservativo. Isto é, com o aumento da idade existe uma tendência em diminuir o uso de preservativos nas relações sexuais.

Portanto, deixe seu preconceito de lado e se cuide! Um relacionamento amoroso faz bem em qualquer idade. Não deixe que uma doença indesejada atrapalhe sua felicidade.

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