Estado Nutricional do Idoso

Estado Nutricional de portadores de Demência – como avaliar sem exames de sangue.

em Demências e Alzheimer/Nutrição por

Um bom estado Nutricional é capaz de reduzir riscos de vários tipos de doenças, em qualquer idade. Mas é especialmente importante em portadores de demência.

Idealmente, uma pessoa portadora de qualquer tipo de demência deveria ser acompanhada por uma equipe de saúde multi-profissional. Seja doença de Alzheimer, demência com corpos de Levy ou demência vascular, entre outras, todos seguem uma progressão de perdas funcionais e cognitivas.

A Nutrição é uma especialidade de saúde que cumpre um importante papel na qualidade de vida dos portadores de demência.

Quando um idoso que sofre de demência está em estado de desnutrição, as perdas funcionais características da doença podem acontecer mais rapidamente. Isso porque a falta de ingestão dos nutrientes necessários em quantidade suficiente pode provocar alterações clínicas. A Sarcopenia (perda acelerada de massa muscular) e a Osteopenia (perda acelerada de cálcio que pode levar à Osteoporose) são exemplos.

Como conseqüência, de sarcopenia e/ou osteopenia, o idoso corre mais riscos de sofrer quedas e fraturas. Pode até deixar de andar mais cedo que o esperado. A manutenção de um bom estado nutricional reduz os riscos de infeccções, de surgimento de feridas, etc.

Mas como saber se o idoso está desnutrido ou em risco de desnutrição?

Uma forma simples é usar o MAN – Mini Avaliação Nutricional. Esta ferramenta é um questionário que deve ser respondido pelo cuidador principal do idoso. Pode ser utilizada periodicamente e deve ser preenchida por um profissional da saúde. Além das respostas ao questionário, são utilizadas algumas medidas como peso, altura, circunferência de braço e panturrilha. Este questionário é capaz de identificar desnutrição ou risco de desnutrição sem exames clínicos (exames de sangue). Mas os exames clínicos também podem ser feitos caso necessário.

Mas antes de preparar um cardápio para suprir todas as necessidades nutricionais do idoso, deve-se avaliar sua deglutição. A disfagia, que é o comprometimento de qualquer etapa do processo de engulir, é uma das causas mais freqüentes da desnutrição em portadores de demência. Também pode causar desidratação, aspiração (causando uma pneumonia) ou até a morte.

Dependendo deste exame, que pode ser feito com mais detalhes por um Fonoaudiólogo, o Nutricionista é capaz de preparar um cardápio para cada caso. Inclusive quando as pessoas param de engluir e devem começar a se alimentar por sonda, é o Nutricionista o profissional mais indicado para apontar qual dieta escolher.

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