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O Glútem realmente é um vilão na Alimentação?

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Atualmente, muito se fala sobre o Glútem. Esta proteína está presente em alguns cereais como Trigo, Aveia, Cevada, Cevada e Malte e seus derivados (como bolos, pães e cerveja). Apesar de o pão, que contém Glútem, ser um alimento milenar, muitas pessoas estão achando que o Glútem faz mal à saúde.

De maneira geral, apenas 1% da população possui uma doença genética que determina a intolerância a esta proteína. Quando o indivíduo celíaco ingere Glútem, sofre mal estar e outros sintomas.

Na prática clínica, de forma bem frequente, muitas pessoas apresentam sinais e sintomas decorrentes de algum tipo de sensibilidade alimentar. Esses sinais e sintomas são:

  •  Dor abdominal (68%), Diarreia (33%) e  Náusea.
  • Perda de massa magra.
  • Flatulência, gases.
  • Problemas cutâneos (40%) (eritema, eczema).
  • Dor de cabeça (35%,  Dor articular (11%), Dor muscular (34%).
  • Cansaço crônico (33%), Anemia (20%).
  • Distúrbios de atenção, Depressão (22%), Hiperatividade,
  • Periodontite (excelente marcador de alteração de microbiota intestinal)

Esses sinais podem estar associados ao quadro de Disbiose: desequilíbrio entre os microorganismos benéficos e patogênicos presentes no intestino humano.

Entenda o conceito de Alergia Alimentar e Alimentação Agressiva.

Cientificamente, não foi provada a existência de Disbiose provocada pelo Glútem. Mas muitas pessoas reportam sofrerem dos sintomas acima associados à ingestão de Glútem. Então, onde pode estar o problema? O Glútem é ou não o vilão dessa história?

Para responder, vamos analisar as leis que regem a qualidade da farinha no Brasil.

Primeiro, vamos lembrar que os alimentos sofrem 2 tipos de deterioração: por reação química ou por ação de microrganismos (fungos e bactérias). Quando fungos e bactérias contaminam determinados alimentos, começam a comê-lo. Estes microrganismos liberam substâncias resultantes do seu processo digestivo (equivalente à urina do ser humano) no alimento contaminado. Pois bem, muitas destas substâncias são tóxicas aos humanos. Quando são produzidas por fungos, são chamadas micotoxinas.

No mundo todo, a legislação de Segurança Alimentar tolera alguma quantidade de contaminação por micotoxinas nos derivados de trigo e outras categorias de alimentos. Porém, no Brasil, estes valores são mais elevados que países da Europa e América do Norte, por exemplo.

A legislação de Segurança Alimentar também determina a tolerância de “Matéria Estranha” no produto final da indústria de beneficiamento de cereais. Ou seja, é tolerada uma certa quantidade de fragmentos de insetos na farinha que compramos no supermercado, ou no pão que compramos na padaria. Novamente, a tolerância no Brasil é maior que em outros países do mundo.

Então, talvez a Disbiose não seja causada pelo Glútem e sim pela exposição às micotoxinas ou aos fragmentos proteicos de insetos que podem promover um estado inflamatório e até mesmo a ativação de anticorpos. A presença de fragmentos proteicos não digeríveis no trato gastro intestinal ativa o sistema imunilógico que começa a atacar o intestino.

O que fazer para evitar a Disbiose?

Uma forma de se expor menos aos fragmentos proteicos de insetos e às micotoxinas é: escolher produtos de marcas mais confiáveis em relação a padrão de qualidade. Vale lembrar que muitas empresas brasileiras possuem padrão de qualidade com exigências mais rigorosas que a ANVISA. Empresas que normalmente exportam seus produtos atendem às exigências internacionais. Não comer em locais suspeitos, não comer produtos de origem duvidosa também ajuda a evitar estes contaminantes. Sendo mais radical, você pode diminuir a quantidade de produtos feitos de farinha de trigo em sua dieta.

 

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