primeiro caso de alzheimer

O Primeiro Caso Estudado de Doença de Alzheimer

em Demências e Alzheimer por

August D, que sempre foi uma mulher saudável, educada e um pouco tímida, foi internada no Hospital Municipal de Lunáticos e Epilépticos de Frankfurt em 25 de novembro de 1901. Ela tinha 51 anos. Foi o primeiro caso estudado e definido da Doença de Alzheimer.

Nunca antes esteve enferma. Aparentemente era feliz. Estava casada desde 1873 e era mãe de uma filha sadia. Nunca abortou.

Seu marido contou que os problemas haviam começado 6 meses antes. Uma súbita e escandalosa crise de ciúmes. Sem nenhuma razão concreta, começou a afirmar que seu marido estava “tendo um caso” com a vizinha. Em seguida veio a perda progressiva de memória. Tudo isso fez o marido procurar atendimento médico para a esposa.

No 37o Encontro de Psiquiatras do Sudoeste da Alemanha, em 3 de novembro de 1906, Alois Alzheimer apresentou o caso de August D. Este primeiro caso iria dar início a uma das maiores descobertas da Medicina.

O título do trabalho da apresentação deste primeiro caso foi: “Uma doença peculiar dos neurônios do córtex cerebral”.

Tratava-se de uma mulher de 51 anos de idade que começou a ter crises de ciúmes infundados de seu marido como primeira manifestação da doença. Logo, ficou muito aparente uma perda progressiva de memória. Não encontrava o caminho para voltar para a casa e se perdia na rua. Levava seus pertences pessoais daqui para lá e os escondia em locais inapropriados. De vez em quando, acreditava que alguém queria matá-la e gritava muito alto.

No hospital, aparentava estar totalmente indefesa e desorientada no tempo e no espaço. Em certas ocasiões, comentava não saber o que dizia. Era como se fosse uma outra pessoa que estava lá apenas de passagem. Dizia que não era capaz de melhorar essa falha e pedia desculpas por ainda não ter terminado suas tarefas domésticas.

Por vezes, fazia um estardalhaço dizendo que o médico queria lhe ferir. Se retirava do local cheia de indignação e com expressão de medo. Acreditava que o médico havia tentado abusar sexualmente dela.

Com o passar dos anos, a perda progressiva de memória tornou-se o sintoma mais conhecido da Doença de Alzheimer. Porém, o primeiro caso estudado e publicado da doença, teve sintomatologia diferente. A psicose foi o primeiro sintoma.

6 Comments

  1. É importante saber e como conviver com os portadores da doença!Muitas vezes apresenta sinais, disfarçamos e com medo de enfrentar a REALIDADE DEIXAMOS PASSAR E VAMOS PERDENDO A QUALIDADE DE VIDA!

  2. Preciso aprender muito sobre a DA, minha mãe, 85, foi diagnosticada em janeiro e, a cada dia um sintoma diferente. Hoje, após o almoço a deitei, umas 2h depois ela me chamou e perguntou: “Estou de castigo?” Eu disse: ‘nao’ e ela continuou, “que horas vou tomar banho, café?” Fiquei arrasada, hoje ela não se lembra de nada que fozemos. Temo quando não se lembrar das pessoas…

  3. Bom dia.
    Sei como é… estou com a minha mãe de 87 anos, e está na fase terminal.. Muito triste, mas não há o que fazer… a única coisa a fazer é pedir pra Deus… que tenha misericórdia… e para termos muita coragem… triste muito triste…

  4. Percebo que as medicações disponíveis não melhoram muito , ao contrário em alguns pacientes o quadro se agrava e cada vez fica impossível reverter. Falo isso porque meu marido foi diagnósticado com alzhamer há 5 anos . Começou tratamento com excelon adesivo na dose mínima.ao aumentar a dose como uma possível tentativa de controlar ou retardar a doença ,ele teve uma reação contrária,ficou muito pior.Entao resolvemos suspender a medicação e iniciando uma dieta e exercícios e terapia cognitiva com exercícios. Ele ainda dirige e atua não como antes na sua empresa contábil . Vai à academia a sozinho e realiza as suas funções rotineiras.existe sim uma queda acentuada da sua memória imediata ,apesar de toma há um ano e meio coglive de 8 ml e vitaminas.NAs vezes em que o medico aumentou a dose para 16 ele teve uma piora acentuada.entao retornamos a dose mínima. Não sei se valeria o risco de continuar tomando uma dose mais forte quando os resultados são tão prejudiciais.Fica esquecendo até mesmo onde está … tenho receio que isso torne irreversível caso não haja melhora.o medico geriatra quer muito aumentar a dose e retornar com o excelon.acredita que ele vai retardar a doença.mesmo com os sintomas acentuados ( tonturas,tremores,apatia e completo esquecimento)quando faz uso de dose mais forte. E qual a sua opinião ? Ele é revascularzado.3 safenas e 2 mamarias aos 52 anos. Hoje tem 73. Um outro neurologista diz que ele tem uma demência senil…não alzahamer ,por todo o histórico.

    • Muitos pontos a serem comentados: 1. Demência Senil é um termo antigo, que não se usa mais. Hoje, entende-se que uma pessoa não desenvolve demência simplesmente por envelhecer. Sempre há uma doença que causa a demência. É necessário que este neurologista dê o diagnóstico. Qual doença está causando a demência? 2. Alzheimer é irreversível. Os sintomas são controlados na medida do possível, por algum tempo. A doença sempre avança, sem volta. 3. Existem vairações entre as pessoas. Os medicamentos que estão no mercado (todos, para todas as doenças) são efetivos para a maior parte da população. Nunca para 100% das pessoas. Portanto, pode ser que o medicamento em questão realmente não faça efeito ou piore os sintomas do seu marido. Ele pode estar entre a minoria que sente mais os efeitos colaterais que os benefícios do tratamento medicamentoso. Mas não podemos ter certeza. 4. Quanto a deixar de tomar ou aumentar a dose, não podemos opinar. Seria necessário que um de nossos médicos conhecesse pessoalmente o paciente. Espero ter ajudado.

  5. o importante é continuar tratando a pessoa com Alzheimer, como antes, o esquecimento, o delirio, as crises não serão lembrados por ela, esquecera rápido, mas sempre que for tratada diferente da forma que era tratada, fica deprimida, nervosa e acaba tendo atitudes de agressividade.

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