idoso com alzheimer pode viajar

Uma pessoa com Doença de Alzheimer pode viajar?

em Demências e Alzheimer por

Viajar é um tipo de lazer que quase todas as pessoas apreciam. Nesta época do ano, especialmente no período entre Natal e Carnaval, grande parte das pessoas planeja alguma viagem.

Mas o que fazer com o familiar dependente? Ele ou ela pode viajar junto?

A resposta é: depende.

O lazer deve ser encarado como uma necessidade básica. Portanto, todos os hábitos e preferências do portador de Alzheimer devem ser mantidos e adaptados segundo o estágio da doença e o nível de dependência apresentado. O ideal é preservar a capacidade de participar de atividades prazerosas o maior tempo possível.

Se fisicamente o portador de Alzheimer está saudável e é uma pessoa acostumada a viajar, pode sim ser levado para uma viagem.

Uma pessoa com Alzheimer não deve nunca viajar desacompanhada!

Entre as alterações cognitivas que a doença causa, uma das mais importantes é a desorientação espacial. Como conseqüência, o portador de DA pode se perder na rua. Além disso, deve-se ter muito cuidado com mudanças de ambiente. Locais que causam estranheza podem levar a crises de alucinação, delírio ou agressividade. É mais indicado levar este familiar para locais conhecidos.

Veja os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer.

Viagens mais curtas também são as mais indicadas. Ficar dentro do carro, ônibus ou avião por mais de 3 horas seguidas pode ser um desafio. Quando for fazer uma viagem de carro, vale conhecer antecipadamente todos os pontos possíveis de parada com banheiro. Também é interessante evitar viagens no meio do dia, com calor excessivo.

Caso estejam planejando uma viagem mais longa, a sugestão é consultar o médico que acompanha o paciente para avaliar a necessidade ou não de usar medicamentos tranquilizantes para evitar agitação e agressividade durante o percurso.

Outra dica interessante é o paciente usar identificação da hora que sair de casa, até o momento do retorno. Pode ser uma pulseira com nome do idoso, nome e telefone do responsável, por exemplo. Etiquetas e medalhas são outras opções de identificação.

Por último, temos que nos preocupar com a reação das pessoas a possíveis reações em locais públicos. Muita gente não conhece a doença de Alzheimer e pode não enteder alguns comportamentos. Se houver comportamento inadequado, sugere-se retirar o idoso do local para evitar uma exposição desnecessária que pode constrangê-lo. A preocupação aqui é com o nosso familiar e não com o público. Devemos zelar pela dignidade e respeito ao nosso portador de DA.

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