Pesquisa de prevenção

Para entender a pesquisa de prevenção do Alzheimer.

em Quotidiano/Saúde por

Algumas afirmações relativas a pesquisa podem ser confusas para a maior parte das pessoas:

  • Estudos indicam que … mas não existe comprovação científica.
  • A explicação científica é … mas não existem estudo comprovando a eficácia.

Como no artigo “Fatores de Risco para a Doença de Alzheimer”, no qual vemos que a ciência ainda não sabe as causas nem encontrou a cura da doença, mas já conseguiu provar que alguns comportamentos conseguem reduzir o risco de uma pessoa desenvolver a DA.

Vamos tentar explicar melhor os termos da pesquisa científica. Através de exemplos, vamos esclarecer algumas informações que precisamos ter em mente sobre a pesquisa.

1. Insights sobre fatores de risco potencialmente modificáveis ​​aplicam-se a grandes grupos populacionais, não a indivíduos.

Estudos podem mostrar que o fator X está associado ao resultado Y. Mas não pode garantir que qualquer pessoa específica tenha esse resultado. Isso significa que você pode “fazer tudo certo” e ainda ter um problema de saúde grave. Ou “fazer tudo errado” e viver 100 anos. Por exemplo, há pessoas que mantiveram o hábito de fumar por 30 anos ou mais e nunca desenvolveram câncer de pulmão. Ao mesmo tempo, há pessoas que nunca fumaram e morreram com câncer de pulmão. O tabagismo é o “fator X”, que eleva o risco de desenvolver o “resultado Y” que é o câncer de pulmão neste exemplo. Mas não significa que todas as pessoas que fumam terão câncer de pulmão. Nem isenta os não-fumantes do risco de desenvolver essa doença.

2. Muitas das nossas evidências atuais provêm de grandes estudos epidemiológicos

como o estudo de envelhecimento de Honolulu-Ásia, o estudo de saúde das enfermeiras, o estudo de mudanças de adultos no pensamento e o projeto de Kungsholmen. Epidemiologia é a ciência da saúde coletiva que estuda a relação de causa-efeito, ou saúde-doença. Para este fim existem diversos tipos de estudos epidemiológicos de uma população. Esses estudos exploram comportamentos pré-existentes e usam métodos estatísticos para relacionar esses comportamentos com os resultados de saúde. Este tipo de estudo pode mostrar uma “associação” entre um fator e um resultado, mas não pode “provar” causa e efeito. É por isso que descrevemos evidências baseadas nestes estudos com linguagem como “sugere”, “pode ​​mostrar”, “pode ​​proteger” e “está associado”.

3. O padrão-ouro para mostrar causa e efeito é um ensaio clínico.

Em estudos clínicos, sempre há 2 grupos: teste e controle. Os participantes são aleatoriamente designados para uma estratégia de prevenção ou gerenciamento de risco (teste) ou um grupo de controle. Os pesquisadores seguem os os dois grupos ao longo do tempo para ver se seus resultados diferem significativamente. É improvável que algumas estratégias de prevenção ou gerenciamento de risco sejam testadas em ensaios randomizados por razões éticas ou práticas. Um exemplo é o exercício físico. Testar definitivamente o impacto do exercício sobre o risco de Alzheimer exigiria um grande teste matriculando milhares de pessoas e seguindo-os por muitos anos. A despesa e a logística de tal julgamento seria proibitiva, e exigiria que algumas pessoas passassem sem exercícios, que reconhecidamente trazem benefícios para a saúde. Portanto, seria um estudo anti-ético para com as pessoas do grupo de controle.

No entanto, há evidências de que a prática regular de exercícios físicos traga benefícios na prevenção e desaceleração da progressão da Doença de Alzheimer, mas não podemos provar. Neste caso, falamos da teoria da fisiologia que explicaria como os exercícios ajudam, mas não podemos afirmar categoricamente que esta teoria é um fato.

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Fonte: Alz.org Research Center.

1 Comment

  1. Triste ver quem agente sempre esteve junto, indo a grupos de terceira idade e fazendo exercícios, indo caminhar, tomar sol, etc…Fui e sou ouvinte das suas histórias…Aprendi muito com ela, principalmente que nao devemos nos entregar pra doença. Ela me buscava todos os dias que nao passava na casa dela kkk. Podia estar ocupada que ela me fazia largar tudo e ir pra casa dela que fica no primeiro andar, ela nao gosta de elevador então subia de escadas pra meu apartamento no quinto andar. Agora esta debilitada eu estou morando com ela, tive que largar tudo e ir pra casa dela kkk. Ela nao esqueça meu nome. Mais infelizmente um dia esquecerá, mais ainda saberá que estou com ela, pra o que der e viver. Sabe porque tem gente que quer me obrigar a fazer documentos dizendo que cuido e me responsabilizo por ela. Já estou fazendo tudo que ela sempre me autorizou a fazer por ela e com ela. Agora depois de ela ter ficado enternada por três dias, as pessoas vem com essa conversa de fazer curatela. Eu nao quero ter obrigação de fazer o que já faço com carinho e amor. Tenho medo de me obrigarem a deixar ela na mão de estranhos e que nao tem paciência pra lidar com ela. Ela esta quase surda ainda mas difícil pra cuidar. Mas eu amo, nada e difícil quando existe amor..Ela nunca quis saber de ir atrás dos irmãos que são dá bahia. Só entrego ela na mão da família dela. Enquanto isso minha mãe que e única irmã de coração. Sendo assim tenho duas mães, uma que me gerou criou, outra que me adotou de coração. Deus proteja minhas duas mamãe. Obrigada pela atenção, só gostaria de tirar dúvidas sobre o que estão querendo me obrigar a fazer. “Curatela” estou fora disso. Ela esta em nossa família desde que trabalhou com minha mãe na mesma firma na década de 80 + – Peguei amizade com ela já neste endereço que moramos no mesmo prédio. Coitada ela sempre me chamou pra acompanhar ao médico, porque tem problema de audição desde que há anos atrás sofreu um atropelamento e perdeu totalmente lado direito e parcialmente lado esquerdo. Então segundo ela, sou única pessoa conseguir intermediar a comunicação dela com as pessoas. Fazem 14 anos que acompanho ela em consultas, banco, supermercado e etc…

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